terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Marley e Bono

Durante toda minha infância quis ter um cachorro. Meus colegas tinham, minhas primas também, mas as alergias falavam mais alto e meus pais sempre usaram essa desculpa para justificar o porquê de não ter um cachorro.

Já na faculdade esqueci desse trauma e achava um absurdo colegas chorando por causa de um animal. Escolhi cuidar do ser humano, na sua parte mais física, cursei Fisioterapia.

Mais de dez anos dedicados à Fisioterapia e um conhecimento prático dos dramas humanos, das dores físicas aumentadas pelas feridas emocionais. E quando não pensava mais em ter um cachorro, vem até mim o "Marley e Eu" através de uma amiga que tem dois Dachshunds tratados como gente.

Comecei a ler o livro e não consegui parar até terminá-lo. Aos prantos terminei de ler o livro, concluindo que apesar do Marley ser bipolar, na minha opinião, ele foi um cachorro muito amado e feliz trazendo mais felicidade ainda aos seus donos.

Bipolar?!? Sim, bipolar. Palavra que entrou no meu vocabulário após acompanhar meu quase marido a Psiquiatra e ela diagnosticá-lo como bipolar.

Entre lítios e lítios foi lançado o filme "Marley e Eu". Mesmo acreditando que o livro seria bem melhor, como acontece na maioria dos filmes, não resisti e levei o meu bipolar para ver a história do cachorro bipolar. Foram minutos intensos dentro do cinema entre risos e choros (até o filme é bipolar?) e no final do filme só conseguia pensar em cachorro, que eu queria um Marley na minha vida ou que faltou um Marley na minha vida e que um cachorro poderia nos ajudar nessa nova descoberta, a Bipolaridade..

Depois de pensar muito, mas muito mesmo, resolvi encarar o meu quase marido e propor a vinda de um cachorro. Palavras dele: "Você vai ter que cuidar de mim e dele, você consegue?"

Sem pensar muito, decidi que eu conseguiria cuidar dos dois e assim comecei a pesquisar sobre a melhor raça para se ter em casa: surgiram mais dúvidas que uma certeza: Border Collie, Golden Retriever, Labrador, Chow Chow, Boxer.... e no meio dessas dúvidas fomos a uma feira de filhotes, o lugar mais criticado, menos ideal para se adquirir um cachorro.

O primeiro cachorro que vi estava em cima de uma gaiola pouquíssimo preocupado com o que estava acontecendo ao seu redor, totalmente a vontade, "largado" tirando o melhor dos sonos. Comentei com o meu quase marido do quanto aquele cachorro estava a vontade mas nem chegamos perto dele. Passamos por um Lhasa Apso rejeitado, Chow Chow ciumento, Labrador Preto hiperativo, Pastor Alemão destruidor. De transtornado bastava o meu quase marido. Voltamos para aquela primeira gaiola e aquele filhotinho pretinho ainda estava lá, dormindo um sono de bebê. O meu quase marido olhor pra mim e disse:"Eu quero esse cachorro, esse cachorro é meu". Suei frio pois aquele Pastor Alemão não estava nos nossos planos iniciais mas ele falou tão decidido que não pensei duas vezes, era ele o nosso cachorro.

Depois de tudo acertado, peguei o filhotinho no colo e ele foi batizado de Bono, meu ídolo, boa índole, de voz maravilhosa e sempre vestido de preto.

E assim o Bono chegou na nossa casa, e assim o Bono nos escolheu, assim começou a nossa história com o Bono e a cada dia ele tem transformado nossas vidas em dias diferentes, tem nos ensinado sobre amor incondicional, tem nos transformado em pessoas mais amáveis, compreensivas, tolerantes. Só quem tem um cachorro sabe do que estou falando e só agora eu sei o que é ter um cachorro: é simplesmente TUDO DE BOM!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tentando criar um blog interessante, de gente normal...
Comecei a usar a internet em 1997, quando ainda era tudo muito lento, na faculdade. E aí passei pela fase Napster, que coisa de outro mundo!! Quem já nasceu na era da popularização da informática não sabe do que estou falando, mas nós, que já passamos um pouco, ou bastante dos trinta, sabe o que era pesquisar assunto em Barsa, comprar LP e CD só por causa de uma música, e sabe que mundo novo se abriu com a internet.
Passada essa fase de novidade, me desliguei um pouco das atualizações, cansei de ler PPS encaminhados, de assistir aos vídeos do Youtube, de xeretar a vida alheia no Orkut.
No ano passado comecei a ver Ellen Degeneres Show pela Warner na época das eleições dos EUA, da era Obama, e uma palavrinha era dita constantemente: Twitter. Procurei saber do que se tratava mas não me interessei, da mesma forma que não me interessei, a princípio, de ter um blog. E aí, há algumas semanas, assistindo ao Espaço i, da GloboNews, vejo o William Bonner falando do Twitter e de como era divertido. Aí, não resisti e criei a minha conta sem interesse em ter seguidores pois não sou nem famosa, nem popular, mas em ver como as pessoas conseguem transmitir sua mensagem em 140 caracteres.
Quem ainda não teve o interesse em acessar, e acha que o Twitter é só um mini blog, parecido com uma revista Contigo em tempo real vai se surpreender.
Hoje acesso todos os dias o Twitter, e ele me levou a criar um blog, vendo blogs tão legais que até então não tinha tido o interesse de ler.
Ainda não sei com qual frequência conseguirei postar, muito menos o que vou postar e muito menos ainda se vai ter alguém que vai ler, mas àqueles que se interessarem: Sejam bem vindos!!